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Registro visual ampliado
Ritxòkò: vista frontal e lateral
As imagens complementares mostram a peça inteira em dois ângulos, sem substituir o registro principal do acervo.



Boneca cerâmica
Ritxòkò
Ritxòkò (fala feminina) · ritxòò (fala masculina) · língua Iny (Karajá)
Povo Karajá (Iny)
Moldada à mão em argila e decorada com pintura em tons de vermelho e preto. Registros institucionais documentam pigmentos naturais com variações conforme a peça. A Ritxòkò transmite saberes entre gerações e representa pessoas, cenas do cotidiano e modos de viver do povo Iny.
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Você está diante de uma Ritxòkò. Esse é o nome dado às bonecas de cerâmica feitas pelas mulheres do povo Karajá, que se autodenomina Iny.
Mais do que um objeto decorativo, a Ritxòkò é uma forma de contar histórias. Ela representa pessoas, cenas do cotidiano e modos de viver de um povo.
A peça é moldada à mão com argila e pintada com materiais da natureza: carvão, jenipapo e urucum.
As cores preta e vermelha não são apenas escolhas estéticas. Dialogam diretamente com a tradição de pintura corporal e os grafismos do povo Karajá.
A Ritxòkò participa da vida das crianças como instrumento de aprendizagem. Ao brincar, elas aprendem sobre sua identidade, sua cultura e sua história.
Cada peça carrega em si um conhecimento antigo que segue vivo.
Os Karajá vivem principalmente às margens do rio Araguaia, em territórios que atravessam Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Pará. O rio é parte essencial de quem eles são.
Descrição objetiva
Como a peça aparece
A peça tem corpo humano estilizado, cabelo escuro comprido e pintura geométrica em tons de preto e vermelho sobre argila clara. Um pequeno recipiente aparece apoiado diante do corpo.
Contexto e dados da peça
Características da peça
- Natureza da peça: peça artesanal
- Nome na língua de origem: Ritxòkò (fala feminina) · ritxòò (fala masculina)
- Material principal: argila
- Produção artesanal
- Pintura e grafismos geométricos
- Território: Rio Araguaia · Tocantins · Goiás · Mato Grosso · Pará
- Nº no acervo: NHD-08
- Autoria: Ceramista karajá, nome não informado pela loja.
- Procedência: Adquirida da Maniò Artes Indígenas (comércio justo; segundo a loja, 50% do valor vai para quem fez a peça).
Em 2012, o Iphan registrou a Ritxòkò e os saberes do modo de fazê-la como Patrimônio Cultural do Brasil.
Critérios editoriais
Como esta ficha foi organizada
Esta ficha adota descrição objetiva, identifica o povo relacionado e não atribui significados culturais aos grafismos ou às formas sem base documental.
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